
AMO-TE, TÃO TERNAMENTE
Amei-te...
Amei-te...
tão ternamente!...
E revejo-te a ensaiar passos de encontro
aos meus passos e abraços
tão felizes,
que de amar-te guardo o riso,
guardo a fonte,
da saudade que me segue
em passos próximos...
Amei-te...
tão ternamente!...
Que em memória se me embarga
a voz, de rouca,
quando leio a história que te contou...
E as palavras que sabias, de tão poucas!,
-a mais bela, a mais ouvida, a mais gravada,
tenho-a ainda no meu peito cravejada:
-MÃE...
Ai de quem
perde o eco desse apelo
assim ceifado,
sem aviso,
arrancado!
E eu preciso
eternamente
repetir-me
a saudade,
repetir-te
eternamente:
Amo-te...
tão ternamente!...