quinta-feira, 10 de dezembro de 2009




HOJE CHOREI PÉTALAS...




Vinte e quatro pétalas,

desgarradas da flor

que não chegaste a ser...

em cada derramo

um hino supremo

e ainda te amo,

ainda te amo...



Vinte e quatro pérolas

de um diadema

que te teço em lágrimas,

que te meço em séculos

(ou serão segundos?...)

Ainda te sinto,

ainda te sinto...



Dos meus olhos nascem

pétalas em cadência,

soltam-se em aroma,

pousam-me nos lábios,

arrastam-me um beijo...

...e ainda te vejo,

ainda te vejo...
(8 de Dezembro de 2009)

3 comentários:

Tera disse...

grapilho disse...
FERIDAS


Anos que passam, anos que marcam
E
Corações vão destruindo
São
marcas cravadas na carne
Cicatrizadas
quando o percurso findo


Tantos anos a sofrer
Pela metade sofro eu
Zé Miguel com 18 Anos
Deixou-me partiu para o Céu

Não era filho, mas era
na escuridão minha Luz
tantos anos de revolta
Pelo egoísmo de jesus

"Grapilho"

9 de Dezembro de 2009 21:41

Inezteves disse...

Querida...
A tua menina está guardada de tanta dor...
De tanta incompreensão, de tanto desamor...
É inimaginável a dor dessas pétalas, todavia, vê com teus olhos marejados os outros que a vida te deu...Ah, querida!
Uma sobrinha presa a uma cadeira, uma priminha submersa em águas turvas,
Um tio em morte precoce, por ineficiência em SOS médico...
além de nossos queridos e nós mesmos que vamos...desflolhando em dias...
Há o planeta que geme...
Dores incalculáveis que os que se foram, não haverão de sofrer!
Receba o meu abraço...molhado em preces para que as flores renasçam em cada pétala...e que consigas ver nos sorriso daqui...o teu anjo de lá!

Laurinha disse...

Tere,
Há uma frase que gosto muito que diz mais ou menos assim: "ainda que acabei de conhecê-la, sei que já lhe amava"...
Conheço seu trabalho,do recanto, e não foram poucas às vezes, que comentava, admirada, suas poesias, com outra poetisa e cheguei a publicar em meu blog algumas delas, com muito carinho.
Gosto muito do seu poetisar, do seu jeito doce e meigo com que transfere sentimentos para a rima, ou palavras, e quase que por instinto, me atrevi a deixar meu comentário. Sou uma portuguesa, da terra da indústria da cortiça, residindo abaixo da linha do Equador.
Os desafios humanos são muitos minha poetisa e eu assim como tu, somos guerreiras e valentes. O que te desejo hoje e sempre, é que a luz universal continue a te iluminar e ampará-la, quando precisares. Gostaria ainda de desejar-te um santo e abençoado Natal, junto dos teus e um maravilhoso Ano Novo, com muito amor fraterno.